Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sexta-feira em queda, em um movimento de ajuste técnico após uma sequência de valorização ao longo da semana. Segundo análise da TF Agroeconômica, a pressão foi resultado de realização de lucros por parte dos investidores, em meio ao avanço da colheita no Brasil e a novas estimativas para a produção sul-americana.
O contrato de soja para março fechou com baixa de 0,29%, equivalente a 4,25 cents por bushel, cotado a 1134,00 cents. O vencimento maio recuou 0,24%, ou 3,75 cents, encerrando a 1149,50 cents por bushel. Entre os derivados, o farelo de soja para março registrou alta de 0,42%, com ganho de 1,3 dólar por tonelada curta, a 309,2 dólares. Já o óleo de soja para março caiu 0,80%, com perda de 0,46 cent por libra-peso, fechando a 57,1 cents.
De acordo com a TF Agroeconômica, as cotações devolveram parte dos ganhos acumulados nos últimos dias diante do avanço da colheita brasileira, que alcançou 51,01% da área no Mato Grosso, conforme dados do IMEA. Além disso, projeções privadas apontaram a safra do Brasil em 181 milhões de toneladas, reforçando a expectativa de ampla oferta.
Na Argentina, a melhora nas previsões de chuva trouxe certo alívio ao mercado, mesmo com a deterioração das lavouras, já que apenas 32% estão em boas condições, segundo a BCBA.
Apesar do recuo no dia, o saldo semanal foi positivo. A soja acumulou alta de 1,68%, equivalente a 18,75 cents por bushel. O farelo avançou 1,84%, com ganho de 5,60 dólares por tonelada curta, enquanto o óleo de soja subiu 3,16%, ou 1,75 cent por libra-peso no período.


