16 fevereiro, 2026
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Mercado de trigo opera com pouca movimentação

O mercado de trigo na Região Sul registra movimentos pontuais e ritmo moderado de negociações, com atenção redobrada à qualidade do produto e à dinâmica de oferta e demanda. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, o cenário é marcado por pequenos negócios, estoques ajustados nos moinhos e percepção de possível alta nos preços nos próximos meses.

No Rio Grande do Sul, foram registrados vários negócios de menor volume, sendo o maior de 1,5 mil toneladas. O trigo de melhor qualidade, especialmente o tipo melhorador, segue mais procurado. Na semana passada, houve negociação de trigo melhorador da safra velha a R$ 1.200 FOB. Nesta semana, o mercado esteve mais calmo, refletindo a baixa demanda e o espaço limitado dos moinhos para recebimento. Os contratos com entrega mais longa, para abril e maio, foram mais valorizados, com preços entre R$ 1.150 e R$ 1.250 dentro dos moinhos, variando conforme prazo e forma de pagamento. O trigo importado foi indicado a US$ 240 posto Rio Grande, enquanto a exportação ficou em US$ 230 FOB, o que representa cerca de R$ 1.120 a R$ 1.150 sobre rodas no porto. O preço da pedra em Panambi permaneceu em R$ 54,00.

Em Santa Catarina, o trigo gaúcho e o paraguaio continuam chegando com preços mais competitivos, enquanto o produto local enfrenta maior dificuldade de escoamento. O mercado teve pouca movimentação, com negociações pontuais. Houve registro de compra de trigo melhorador gaúcho a R$ 1.160, mais ICMS e frete. O farelo foi cotado entre R$ 950 e R$ 1.100 a granel. Para a próxima safra, produtores relatam intenção de reduzir a área e migrar para o milho. Os preços de balcão permaneceram entre R$ 59,00 e R$ 64,00 por saca, dependendo da praça.

No Paraná, a oferta local é reduzida e o mercado segue pouco ativo. O preço de referência é de R$ 1.250 CIF no moinho, com retirada em março ou abril. Os moinhos monitoram o mercado, mas mantêm baixa atuação, diante da capacidade limitada de armazenagem e da moagem reduzida. Há preocupação com a qualidade do produto disponível, especialmente do trigo argentino, e percepção de que ainda resta pouco volume a ser comercializado.

 



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