O homem, de 30 anos, suspeito de assassinar a tiros três mulheres em uma padaria de Ribeirão das Neves (MG), está preso de forma preventiva, após determinação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), nesta sexta-feira (13/2).
O crime teve uma reviravolta após a polícia apontar que o adolescente, de 17 anos, ex-namorado de uma das vítimas, não era o autor da chacina, mas um cliente do estabelecimento. Nathielly Kamilly, de 16 anos, Ione Ferreira Costa, de 56, e Emanuelly Geovanna, de 14, morreram na tragédia.
A decisão de converter a prisão em flagrante para preventiva foi proferida pelo juiz Leonardo Vieira Rocha Damasceno, da Central de Audiência de Custódia (Ceac) de Belo Horizonte. A decisão ocorreu após a audiência de custódia na manhã desta sexta.
O homem estava preso na região da Pampulha, em BH, por porte ilegal de arma de fogo, uma pistola artesanal apreendida, que, segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), pode ter sido usada para cometer a chacina na padaria.
O acusado responderá ao inquérito preso, e a PCMG ainda investiga o desfecho da chacina na padaria, além de duas tentativas de homicídio atribuídas a ele. Ele não tem condenações judiciais, no entanto, há diversos boletins de ocorrência contra o suspeito relacionados a perseguição e violência às mulheres.
Entenda a chacina na padaria
Em 4 de fevereiro, três mulheres foram mortas a tiros em uma padaria de Ribeirão das Neves (MG), no Bairro Lagoa. Nathielly, de 16 anos, era filha do proprietário; Emanuelly, de 14, era funcionária; e Ione, de 56, cliente.
O adolescente ex-namorado de Nathielly foi apreendido por ser apontado como principal suspeito do crime por ser ex-namorado de Nathielli, mas ele não tinha relação com a chacina e foi liberado da internação.
Durante a investigação, a PCMG identificou o responsável pelo crime. Em 5 de fevereiro, um dia após a chacina, houve uma tentativa de homicídio em uma oficina mecânica da região, com modo de agir semelhante à chacina na padaria, com uso de arma de fogo artesanal.
As imagens das câmeras de segurança da oficina mecânica coincidiram com a aparência do suspeito que cometeu a chacina na padaria. Em seguida, agentes da PCMG foram à casa do homem para a prisão em flagrante e apreenderam uma arma artesanal, que ele tentou esconder.
Na casa do suspeito, também foram encontrados um capacete e uma motocicleta, utilizados para cometer os crimes na padaria e na oficina mecânica. Os delegados apontam que a arma apreendida possivelmente foi utilizada em um dos delitos.


