O movimento ocorreu após o indicador atingir o maior valor em três meses
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– Leonardo Gottems

O movimento ocorreu após o indicador atingir o maior valor em três meses – Foto: Pixabay
O mercado internacional de combustíveis iniciou o ano com movimentos distintos entre os principais derivados, refletindo ajustes sazonais, mudanças nas condições climáticas e expectativas de demanda global.
Segundo análise da StoneX, as importações brasileiras de diesel seguem aquecidas em janeiro, em meio a oscilações relevantes nos preços externos. Na semana passada, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD registrou queda de 11,8%, encerrando a sexta-feira em USD 2,4133 por galão. O diferencial entre o NY Harbor ULSD e o Brent também recuou de forma expressiva, com baixa de 24,7%, fechando em USD 33,3 por barril.
O movimento ocorreu após o indicador atingir o maior valor em três meses. A retração foi influenciada pela normalização das temperaturas nos Estados Unidos, depois da passagem do vórtex polar por importantes regiões de refino. Com isso, investidores passaram a projetar maior estabilidade no balanço de diesel no país.
No segmento de gasolina, o cenário foi distinto. O derivado encerrou a última semana com alta de 5,5%, voltando a operar acima de USD 1,9 por galão pela primeira vez desde fevereiro. O avanço ocorreu apesar da queda do petróleo no período. O diferencial entre o RBOB e o Brent subiu 39%, alcançando cerca de USD 14 por barril.
De acordo com a análise, o movimento reflete um fator sazonal, com os contratos já incorporando o período que antecede a driving season nos Estados Unidos. Nesse intervalo, a mistura de etanol na gasolina recua de 15% para 10%, o que tende a ampliar o crack spread do combustível fóssil. A expectativa é de que o consumo avance nos próximos meses, impulsionado pela redução da mistura de etanol e pelo aumento das viagens de verão nos Estados Unidos e na Europa.


