Falhas na emergência do milho, com “buracos” na linha e plântulas fracas nas primeiras semanas, podem ser sinal de larva-arame, praga de solo que ataca sementes e plantas recém-emergidas. O tema chama atenção porque a perda de plantas no início do ciclo tende a reduzir o potencial produtivo e aumentar o custo da lavoura, num cenário em que o milho segue como cultura estratégica: a Conab estimou 138,45 milhões de toneladas para a produção brasileira de milho na safra 2025/26 (somando as três safras), em boletim publicado em fevereiro de 2026.
Na prática, o primeiro “aviso” aparece no desenho da área: trechos em que a semente não germina ou em que a planta emerge e perde vigor rapidamente, deixando a lavoura desuniforme. Como essa falha pode ter várias causas (plantio, clima, compactação, excesso de umidade, qualidade de semente), a orientação técnica é abrir a linha e procurar evidências do ataque diretamente na semente e na plântula.
A confirmação mais consistente vem do monitoramento de pragas de solo. Segundo a Embrapa, a recomendação é examinar amostras de solo de 30 cm x 30 cm por 15 cm de profundidade, peneirando o material e procurando por insetos.
No mesmo material técnico, a Embrapa registra um critério de decisão: para larva-arame, medidas de controle devem ser adotadas quando dois ou mais insetos forem detectados por amostra; e ressalta que a média de uma larva por amostra já pode ser suficiente para causar dano significativo, a depender do cenário.
Quando a falha acontece no começo, a lavoura pode não recuperar o potencial, porque a população de plantas já começa menor e a área fica mais irregular. Isso ganha relevância num país com alta produção de grãos: o IBGE informou que a safra brasileira de 2025 foi recorde, com 346,1 milhões de toneladas, e apontou mudança na estimativa para 2026, reforçando o peso de eficiência e estabilidade no campo.
A recomendação técnica é não tratar apenas problema de plantio: abrir a linha, verificar sementes e raízes e quantificar a presença no solo ajuda a separar causas e direcionar o manejo. E, quando houver necessidade de controle, a prática deve seguir orientação de responsável técnico e as regras de registro e bula para uso no país.


