19 fevereiro, 2026
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Clima e logística ditam ritmo da soja

O mercado brasileiro de soja registra um dia de contrastes, com o clima influenciando o desempenho das lavouras no Sul e a logística pressionando preços no Centro-Oeste. Segundo a TF Agroeconômica, os movimentos regionais refletem tanto fatores climáticos quanto gargalos de escoamento e dinâmica interna de demanda.

No Rio Grande do Sul, as chuvas recentes trouxeram alívio para áreas tardias, ajudando a conter parte das perdas provocadas pela estiagem e pelo calor do início de fevereiro. Ainda assim, a Emater/RS sinaliza corte na produtividade média, já que lavouras em fase de enchimento de grãos foram afetadas de forma irreversível. No porto de Rio Grande, a saca opera a R$ 130,82, com recuo de 0,43%. No interior, os preços variam entre R$ 118,10 em Passo Fundo e R$ 128,79 em Ijuí.

Em Santa Catarina, a comercialização segue estável, sustentada pela forte demanda da indústria de carnes. No porto de São Francisco do Sul, a referência é de R$ 130,50 por saca, alta de 1,95%. No Oeste, as negociações oscilam entre R$ 117,00 e R$ 123,00, dependendo das condições de pagamento.

O Paraná alcançou 20% da colheita, com cerca de 347 mil hectares, segundo o DERAL. O avanço começa a gerar filas logísticas e pressão no Porto de Paranaguá, onde a saca varia de R$ 126,20 a R$ 129,38. No interior, os preços giram em torno de R$ 116,70 a R$ 121,97.

No Mato Grosso do Sul, o déficit de armazenagem força vendas imediatas, derrubando cotações. Em Dourados, a saca está em R$ 118,57. Já no Mato Grosso, com 51% da área colhida conforme o IMEA, o frete acima de R$ 490 por tonelada corrói margens, enquanto os preços variam de R$ 101,00 no Norte a R$ 108,20 em Rondonópolis.

 



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