Entre as principais tecnologias estão a B2RF
Agrolink
– Leonardo Gottems

Entre as principais tecnologias estão a B2RF – Foto: Divulgação
A escolha da tecnologia embarcada na semente de algodão tem impacto direto no manejo de pragas, no controle de plantas daninhas, nos custos operacionais e na sustentabilidade da lavoura. Segundo Danilo Dutra, engenheiro agrônomo, cada sigla disponível no mercado representa um nível distinto de proteção e flexibilidade, exigindo análise técnica para que o produtor adote a estratégia mais adequada à sua realidade.
Entre as principais tecnologias estão a B2RF, conhecida como Bollgard II, que reúne duas proteínas Bt para o controle de lagartas e tolerância ao glifosato. Já a B3RF e a B3XF, da plataforma Bollgard 3, incorporam três proteínas Bt, incluindo Vip3A, oferecendo controle mais robusto e duradouro de lagartas, com tolerância ao glifosato na versão B3RF e também a glufosinato e dicamba na B3XF.
No manejo de plantas daninhas, a GL, combinação de GlyTol e LibertyLink, proporciona dupla tolerância a glifosato e glufosinato de amônio. A STP, baseada na tecnologia TwinLink Plus, reúne três proteínas Bt, com amplo espectro de controle de lagartas e possibilidade de associação a diferentes plataformas de herbicidas. A GLTP amplia essa proposta ao combinar dupla tolerância a herbicidas com tripla resistência a lagartas, configurando uma plataforma biotecnológica voltada ao manejo integrado.
As tecnologias WS e WS3, da linha WideStrike, também se destacam pelo uso de duas e três proteínas Bt, respectivamente, com foco no controle de lagartas como Helicoverpa e Spodoptera. Ambas exigem manejo rigoroso e adoção correta de áreas de refúgio, dentro dos princípios do Manejo Integrado de Pragas.
A avaliação técnica aponta que não existe uma solução única para todas as áreas. O posicionamento estratégico da tecnologia, aliado ao manejo integrado, é determinante para garantir produtividade, reduzir riscos e sustentar o sistema produtivo do algodão ao longo das safras.


