Nesse contexto, o comportamento das cotações reflete um equilíbrio delicado
Agrolink
– Leonardo Gottems

Nesse contexto, o comportamento das cotações reflete um equilíbrio delicado – Foto: Divulgação
O mercado internacional de cacau voltou a apresentar oscilações recentes em meio a sinais de maior disponibilidade de amêndoas na África Ocidental. De acordo com a StoneX, entre 2 e 9 de fevereiro os contratos futuros da commodity registraram leve alta nas bolsas globais, movimento que refletiu ajustes técnicos e recomposição de posições, mas que não alterou de forma significativa o cenário predominante.
Apesar da valorização observada na última semana, os preços seguem pressionados pela perspectiva de aumento da oferta nos principais países produtores. Gana e Costa do Marfim devem registrar expansão produtiva na safra 2025/26, reforçando a expectativa de volumes mais elevados no mercado internacional. Como esses dois países concentram parcela relevante da produção mundial, qualquer sinal de crescimento na safra impacta diretamente a formação das cotações.
Além disso, as informações de que exportadores em ambas as origens não têm conseguido absorver plenamente o avanço da oferta adicionam um viés baixista às negociações. A dificuldade em escoar todo o volume disponível amplia a percepção de excedente no curto prazo e limita movimentos mais consistentes de alta, mesmo diante de momentos pontuais de recuperação.
Nesse contexto, o comportamento das cotações reflete um equilíbrio delicado entre ajustes técnicos e fundamentos de oferta. A leve alta recente não foi suficiente para reverter a tendência de pressão, já que o mercado permanece atento à evolução da próxima safra e ao ritmo de exportações na África Ocidental. Enquanto persistirem sinais de maior disponibilidade de amêndoas, o viés predominante tende a seguir cauteloso nas bolsas internacionais.


